sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


ALEGRIA! É CARNAVAL !
Carnival, Καρναβάλι, Karneval, Карнавал em qualquer idioma a folia reina absoluta, a alegria salta aos olhos e os braços se abrem para deixar essa contagiante emoção entrar !!

Ó abre alas, que eu quero passar
Eu sou da lira, não posso negar
Eu sou da lira, não posso negar...”

E você, o que vai fazer neste Carnaval? Vai “rasgar a fantasia” ou está entre os 57% que afirmam não gostar da folia? Confesso que, por mais carnavalesca que seja, é difícil não lembrar com um certo saudosismo dos bailes de outrora... A bebedeira, as drogas e a violência acabaram ofuscando a verdadeira beleza e o espírito de molecagem que havia no reinado de Momo.
Mas o Carnaval não é mesmo invenção brasileira, embora poucos o saibam hoje em dia! O que os brasileiros fizeram foi somente reinventá-lo, dar a ele a ginga que faltava. Carnaval sempre foi mesmo festa profana, das mais remotas de que se tem registro na História, com início na Grécia antiga, na forma de culto a Dionísio – também conhecido como Baco, o deus do vinho. “Brancas bacantes bêbadas o beijam...” E era na época da colheita das uvas que as bacantes, primeiras seguidoras desse deus, livravam-se da vigilância dos pais, maridos ou irmãos e saíam aos bandos, em meio a danças furiosas e gritos de júbilo. Essas coribantes foram logo seguidas pelos homens que se transfiguravam em silenos (sempre velhos e barbados) e sátiros, num frenesi dionisíaco, em que tudo era permitido... Na realidade, o Carnaval faz com que haja uma inversão de papéis na sociedade, servindo como uma espécie de “acerto de contas” do povo com seus governantes, ainda que esse acerto seja apenas metafórico ou psicológico. O pobre se veste de rico, de imperador, e sai na avenida; a rampeira vira donzela enquanto a madame se transfigura em odalisca... Cada um assume o lado obscuro de sua personalidade, normalmente reprimido e mascarado. Homens se divertem vestindo-se de mulheres e cada um revela, nos detalhes, a sua preferência: seios enormes ou quadris imensos; meias de seda e sapatos de salto, maquiagem excessiva, um exagero de falsas jóias – pelo jeito, as mulheres idealizadas por eles são verdadeiras “peruas”! E fazem sucesso!

Você pensa que cachaça é água / Cachaça não é água não /
Cachaça vem do alambique / E água vem do ribeirão...

“ Esta é uma letra que traduz muito bem o espírito carnavalesco de alguns, em todas as épocas: “Pode me faltar tudo na vida / Arroz feijão e pão /

Pode me faltar manteiga / E tudo mais não faz falta não /
Pode me faltar o amor / Há, há, há, há! /Isto até acho graça... /
Só não quero que me falte /A danada da cachaça!”
Carnaval sem bebida alcoólica, infelizmente, não existe... Também o que esperar, se tudo nasceu com o deus do vinho? E quando os portugueses trouxeram a folia para este país, era apenas uma brincadeira de rua, muitas vezes violenta, com todos os tipos de abusos e atrocidades.
Os escravos divertiam-se atirando uns nos outros coisas como ovos, farinha, cal, goma ou restos de comida. Os brancos, por sua vez, atiravam água suja em quem passava por perto... Nada muito civilizado, portanto. Depois, inventaram o limão de cheiro, uma esfera de cera cheia de água perfumada, que em 1885 foi substituído pelo tão famoso lança-perfume. Delicioso aquele spray geladinho nas costas! Infelizmente, prevaleceram os hábitos não muito saudáveis quanto ao uso do lança-perfume, levando-o à proibição no país. Tenho uma vaga lembrança das brincadeiras de rua na Treze de Maio, nos carnavais de antigamente. Na história do Carnaval, houve o entrudo, o corso e os blocos que saíam às ruas. Na década de 20, com a criação das escolas de samba – Deixa Falar, Vai como pode (Portela) e Mangueira foram as pioneiras - surgiu também o samba-enredo.

“Um pierrô apaixonado/ que vivia só cantando /
por causa de uma colombina / acabou chorando / acabou chorando...”

No entanto, os carnavais que deixaram as mais caras lembranças foram mesmo os das marchas-rancho, com um toque de romantismo no ar, alimentando os sonhos juvenis: as figuras do sentimental Pierrô, da sedutora Colombina e do farsante Arlequim simbolizavam os dias de folia. O que existia naqueles carnavais de tão diferente? Talvez o vôo da imaginação, permitido pelas máscaras, ou a emoção de poder tocar a pessoa desejada, ou até mesmo o anseio por iniciar um relacionamento... Talvez a esperança de encontrar uma verdadeira e grande paixão... Para muitos, existia ainda a juventude, a alegria própria das ilusões e de tudo aquilo que a efemeridade do tempo consome... Até mesmo pessoas queridas que hoje são enormes saudades...

“Ó jardineira, por que estás tão triste? / Mas o que foi que te aconteceu? /
Foi a camélia que caiu do galho / Deu dois suspiros e depois morreu..”
Mas novamente é carnaval, tempo de música e alegria, nada de lembranças tristes nem melancolia!

Vem jardineira, vem meu amor! / Não fiques triste que este mundo é todo teu /
e tu és muito mais bonita / que a camélia que morreu!”

E o que realmente temos é o hoje, do jeito que se nos apresenta. Precisamos aproveitá-lo da melhor maneira possível, mesmo que longe dos bailes e da folia. Mesmo com sonhos desfeitos e ausências doloridas. Amanhã o presente já será passado, apenas uma lembrança a mais no rol das reminiscências... Façamos, então, do “agora” mais uma agradável recordação, para nos consolar no futuro! E muita alegria, porque hoje é carnaval!

Seja em Paris ou nos Brasis / Mesmo distantes somos constantes /
Tudo nos une, que coisa rara / No amor nada nos separa!”
Vamos lá aproveita abre os braços e deixa a alegria entrar !!



( adaptado de Maria Olívia Garcia R.Arruda )

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


A formiga...

Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha.
A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela.
A formiga a carregava com sacrifício.
Ora a arrastava, ora tinha sobre a cabeça.
Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga.
Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa.
Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.
Foi quando pensei: "Até que enfim ela terminou seu empreendimento".
Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.
A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então entrar sozinha.
Foi aí que disse a mim mesmo: "Coitada, tanto sacrifício para nada."
Lembrei-me ainda do ditado popular: "Nadou, nadou e morreu na praia."
Mas a pequena formiga me surpreendeu.
Do buraco saíram outras formigas, que começaram a corta a folha em pequenos pedaços.
Elas pareciam alegres na tarefa.
Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.
Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências.
Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades?
Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la.
Invejei a força daquela formiguinha
Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:
Que me desse à tenacidade daquela formiga, para "carregar" as dificuldades do dia-a-dia.
Que me desse à perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas.
Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais.
Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.
Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo; mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.
A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.
Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada.

Autor desconhecido

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


Certezas ... Sureness


Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível...Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eununca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!

Mário Quintana

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Vou começar o Ano utilizando um cumprimento do Sul da Africa
SAWABONA
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceitode amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quantoàs diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhiae o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
PS: Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer: "Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim". Em resposta, as pessoas dizem SHINKOBA, que significa:"Então, eu existo para você".

Flávio Gikovate médico psicoterapeuta

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009



MERRY CHRISTMAS

Estamos em época de Natal, todos apressados comprando as famosas lembrancinhas para comemorar a data, alguns apressados para participar de confraternizações afinal é epóca de integração com os amigos e colegas do trabalho.....mas vamos dar uma parada !!!
E que tal em vez de correr para comprar bens materiais você correr para semear amor por onde passar, faça alguma coisa diferente essa semana, vá a um orfanato, vá a um abrigo de velhos e que seu presente seja o amor e o carinho a quem tanto precisa.
Cumprimente o motorista do ônibus que cuidadosamente dirige para que você chegue a seu destino diariamente, deseje felicidades a todos que lhe pedirem uma informação na rua, espalhe sorrisos, faça uma criança desconhecida feliz como ?? com certeza se você estiver atento vai saber como fazer os olhinhos dela brilharem, cante no chuveiro uma música alegre, diga as pessoas que estão próximas de você o quanto elas são importantes, as vezes nunca falamos por achar que todas elas já sabem dos nossos sentimentos mas também sabemos o quanto é bom ouvir palavras de carinho portanto fale !! fale muitas palavras bonitas recheadas de sentimentos a todos que puder.
Ah! e por último lembre de procurar aquele amigo querido que você já não vê ou fala há um bom tempo, aproveite a oportunidade para resgatar essa preciosa amizade Afinal è tempo de espalhar amor, energia, esperança, magia e cor !!
Desejo que assim o seu NATAL seja muito feliz !!!
Isabela Magalhães
"Todo o bem que eu puder fazer,
toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano,
que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça,
pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho."James Greene

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


RESILIÊNCIA

O termo “resiliência psicológica” surgiu na década de 1960, quando Frederic Flach, estudando sua história de vida e de outros que haviam superado grandes adversidades, emprestou-o da Física e da Medicina e passou a empregá-lo para o ser humano.

Resiliência é a capacidade concreta de retornar ao estado natural de excelência, superando uma situação critica. Segundo dicionário Aurélio, é a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal de formação elástica”. “ È A ARTE DE TRANSFORMAR TODA ENERGIA DE UM PROBLEMA EM UMA SOLUÇÃO CRIATIVA” Resiliência surgiu na física e significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades, é trabalhado em todas as áreas como saúde, finanças, indústria, sociologia, e psicologia. O estresse profissional é uma realidade observada hoje nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho, diferentemente do que muitos imaginam, não está restrito apenas para profissionais que exercem altos cargos em grandes empresas. O problema está presente nos mais distintos níveis hierárquicos, em empresas de todos os portes, isso se intensifica à medida que se aumentam cobrança, pressão etc. Neste mundo globalizado um grande diferencial representa a pessoa resiliente, pois o mercado procura profissionais que saibam trabalhar com altos níveis de cobrança. Esses profissionais recuperam-se e se moldam a cada “deformação” (obstáculo)situacional. O equilíbrio humano é como a estrutura de um prédio, se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras como doenças psicossomáticas que se manifestam nos indivíduos que não possuem esta característica ex: gastrite entre outras. O ser humano resiliente desenvolve a capacidade de recuperar – se e moldar – se novamente a cada obstáculo e a cada desafio. Quando mais resiliente for o indivíduo maior será o desenvolvimento pessoal, isso torna uma pessoa mais motivada e com capacidade de contornar situações que apresente maior grau de tensão. Um indivíduo submetido a situações de estresse que tem a capacidade de superá-las sem lesões mais severas (“rachaduras”) é um resiliente. Já o profissional que não possui este perfil é o chamado "homem de vidro", que se "quebra" ao ser submetido às pressões e situações estressantes. A idéia de resiliência pode ser comparada às modificações da forma de uma bexiga parcialmente inflada. Se comprimida, pode adquirir as formas mais diversas e em seguida retorna ao estado inicial. Existe dois tipos de indivíduos, aqueles que nascem e os que se tornam resilientes. Todos nós podemos nos tornar resiliêntes. Seguem algumas dicas:• Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade • Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação • Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar • Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se" • Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança • Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom • Assumir riscos (ter coragem) • Tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos no mercado profissional • Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas) • Separar bem quem você é e o que faz • Usar a criatividade para quebrar a rotina • Examinar e sobre a sua relação com o dinheiro • Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer para em seguida retornar ao estado original . A resiliência consiste no equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, de atingir outro nível de consciência, que nos traz uma mudança de comportamento e a capacidade de lidar com os obstáculos da vida e do profissional.

Leonardo Soares Grapeia

Eduardo Carmello revela que as pessoas resilientes possuem cinco características que os ajudam a buscar oportunidades em meio aos problemas: proatividade, positividade, flexibilidade, capacidade de manter sempre o foco em mente e sempre se organizar diante de uma situação complexa. “São pessoas que sabem que não podem impedir a desestrutura, mas conseguem dominar a situação, agindo rapidamente com consistência”.
E VOCÊ É RESILIENTE ?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

É certo que ninguém é indispensável na vida. Através da história vemos quantos atravessaram, partiram, alguns deixaram grandes marcas, outros apenas simples pisadas, mas toda a humanidade sobreviveu mesmo quando os grandes nomes partiram.
O fato de não sermos indispensáveis, porém, não implica não sermos necessários e importantes. Uma gota de água é sempre uma gota de água a mais, uma pétala, um meio a mais para aumentar a beleza e formosura de uma flor.
Cada um é, na sua simplicidade, sua maneira grande ou pequena de contribuir com a história, um pedacinho de vida útil na construção do mundo. Nosso corpo é, da cabeça aos pés, um todo formado de pequenas partes necessárias umas às outras.
Quantos de nós não evolui no trabalho simplesmente porque pensa que o que faz não tem importância ou é menos importante que seu vizinho, amigo ou chefe?
Ora, a importância de um trabalho, seja ele qual for, está no valor que damos a ele. O mundo precisa de toda contribuição para continuar a caminhar. Além disso, nossa utilidade está não só no trabalho que produzimos, mas naquilo que podemos dar de nós como seres humanos.
Jesus trabalhou como carpinteiro e certamente produziu coisas materiais, mas a herança que deixou na construção humana e espiritual é incomparável a qualquer outra.
Toda profissão é bela, que seja ela diplomada de universidades ou da vida. Toda função é importante para que o mundo possua significado. Toda pessoa é única e o espaço que ela ocupa é só dela. Toda pessoa tem de si a dar, sem se perder um milímetro nessa doação, muito pelo contrário.
Não... não somos em absoluto indispensáveis à vida, mas, definitivamente, somos imprescindíveis na história do mundo se sabemos dar de nós de maneira generosa e ilimitada.
© Letícia Thompson